Jason Kenney fala sobre o Super Visa

 

Jason-Kenney_wideEleito em 2008, Jason Kenney diz combater a lerdeza burocrática, apoiar a mídia étnica e investir na integração de mão de obra especializada estrangeira no Canadá. E foi para tratar desses temas que o político se reuniu com fundadores de vários jornais comunitários em uma gráfica da cidade, sábado, 3 de dezembro.

 

Um dos destaques do encontro foi o Super Visa. O processo entrou em vigor no início deste mês e é exclusivo para pais e avós de canadenses e residentes permanentes. "É um visto de múltiplas entradas com duração de dez anos e que permite o visitante a ficar no Canadá por até 24 meses ininterruptos, desde que ele tenha plano de saúde para sua estadia", explica Kenney. O processo anterior tinha o benefício de conceder residência permanente aos pais e avós, ao custo de uma burocracia que levava mais de cinco anos para ser concluída.

 

A ideia do Super Visa é ser uma alternativa rápida que concede um visto longo, porém, temporário. O ministro detalha que "nossa previsão é de que os novos requerimentos levem o máximo de oito semanas para serem concluídos. Estamos confiantes de que a aceitação será muito boa. Quando conversamos com imigrantes, eles nos diziam que seus familiares não queriam morar no Canadá indefinidamente.

 

A maioria desejava apenas o direito de uma visita mais longa, em época de casamento, nascimento de filhos, etc.". Kenney falou ainda sobre o assentamento de imigrantes no país. "O programa de apoio a estrangeiros em Ontário investe cerca de 4 mil dólares por pessoa. Mas o índice de desemprego desse grupo no estado é de 8%, enquanto outras regiões recebem menos fundos e têm maior taxa de emprego. Agora, lutamos por uma divisão justa da verba e melhor distribuição de imigrantes pelo país, garantindo que a maioria consiga boas oportunidades de trabalho. Não queremos atrair gente para ser mal paga ou mal empregada no Canadá".

 

O ministro esclareceu que o foco é trazer "jovens para estudar em nossas universidades, se especializarem e aplicarem esse conhecimento aqui. Em troca, facilitamos o processo de residência permanente deles. Queremos estrangeiros com boa formação acadêmica e habilidades que atendam às demandas do nosso país. Isso faz com que pessoas venham para cá para ter sucesso. Enquanto na Europa, a maioria dos imigrantes são uma mão de obra não qualificada que acaba empurrada para guetos".

 

Com tanta atenção a estrangeiros, o Ministério da Cidadania, Imigração e Multiculturalismo agora tem um setor focado em estudar e apoiar a mídia étnica. "São jornais que prestam serviços a suas comunidades e, principalmente, ajudam a traduzir o Canadá para os recém-chegados. Diria até que esses veículos se tornaram a principal força no jornalismo canadense", destaca Kenney. Embora o ministério ainda não tenha projetos que visem subsídios diretos a esses jornais comunitários, Kenney afirma que "consegui triplicar os fundos do governo que serão direcionados a pagar por anúncios nesses veículos".