Prefeito de Toronto sofre acusações sobre uso de drogas

O proprietário do vídeo ainda não se manifestou publicamente, mas está oferecendo $200.000 pelos direitos autorais. Os repórteres que obtiveram acesso alegam terem visto Ford fumando crack através de um cachimbo, e fazendo críticas a colegas de trabalho, como chamando o liberal Justin Trudeau de "fag", termo inglês que faz deboche à homossexuais. Apesar de negar as acusações, Ford também não compareceu ao seu show dominical em uma rádio local de Toronto, onde discute assuntos de interesse da cidade e interage com ouvintes.
Está não é a primeira vez que o atual prefeito de Toronto se envolve em escândalos. Em março deste ano, o prefeito foi acusado de fazer comentários indecentes e assediar a candidata à prefeitura Sara Thompson. Em 2012, um juiz decretou a saída de Ford de seu posto seguido de alegações em que ele havia infligido a política de eleições municipais, mas, após recorrer Ford foi absolvido e retornou ao seu cargo.
Canadá ocupa 17ª posição no bem-estar das crianças

O censo é baseado em um estudo feito pela instituição, onde crianças até os seus 19 anos de idade foram avaliadas no período de 2009 a 2010, e revela que a principal causa do mau desempenho é a má qualidade na saúde e na segurança. O principal dos fatores para a reprovação na área da saúde é devido ao uso de entorpecentes, como a maconha. Ainda segundo o estudo, 28% da juventude canadense é adepta ao uso da droga.
A mortalidade infantil pesou, e é também uma vilã da segurança, já que muitas mães aborígenes acabam colocando a vida de seus filhos em risco quando o parto é feito a base de tradições locais e em comunidades afastadas, aonde o governo deveria monitorar constantemente. Segundo os resultados da pesquisa, a média é que cinco mortes são registradas para cada 1.000 nascimentos. Ainda no campo da saúde, o Canadá ficou em 28º, o penúltimo lugar, na luta contra a obesidade.
Em nota, o presidente da Unicef Canadá, David Morley, destacou que a falta de investimento na educação pública, e na conscientização da população em assuntos como a importância da vacinação, fizeram com que o país não tivesse um bom desempenho. Este foi o segundo estudo feito pela Unicef. O primeiro, realizado em 2007, colocou o país em 12º lugar, dentre 21 países. Morley reiterou que o Canadá não está fazendo o suficiente. Segundo ele, promover o bem-estar para nossas crianças deve ser encarado como prioridade nacional.
A notícia boa é que a qualidade de vida chegou a 84% de aprovação, colocando o país à frente de grandes potências como os Estados Unidos (26º), Espanha (19º) e Itália (22º). Ainda assim, países como a Holanda e Noruega ocuparam o topo da lista, respectivamente, seguidos da França em 13º, Portugal em 15º e Reino Unido em 16º.
Proposta prevê pedágios e mais impostos para Toronto

Grupo protesta por mais apoio aos desabrigados em Toronto
A polícia prendeu 30 pessoas na sexta-feira à noite, 15 de fevereiro. O grupo foi repreendido após se recusar a sair do terreno da Prefeitura de Toronto, onde protestava contra a precariedade dos serviços prestados aos desabrigados na cidade. Os manifestantes foram liderados pela Coalizão Contra Pobreza de Ontário (Ocap).
Cerca de 50 pessoas chegaram na prefeitura pela manhã com placas e sacos de dormir, alegando que só deixariam o local depois que as autoridades concordassem em discutir planos para melhorar o suporte aos que não têm lugar para morar. A principal reclamação é de que não há camas o suficiente nos abrigos onde homens e mulheres de rua procuram refúgio, principalmente durante o inverno.
Em resposta à declaração do governo de que os abrigos estão com uma ocupação de 96%, com espaço sobrando, o grupo publicou nota oficial que dizia: “Exigimos que a Prefeitura pare de mentir sobre a situação, fingindo que há camas para todos que precisam de apoio.
Vidas têm sido perdidas porque os abrigos estão lotados e muitas outras pessoas ainda estão em risco”. Quando foi levado pela polícia, o líder do protesto, John Clarke, alertou que “o prefeito Rob Ford e todos os outros precisam entender que o tempo de sofrer calado acabou! Não vamos viver numa cidade onde vidas humanas são perdidas nas ruas devido ao abandono social e negligência”.
Também preso, o manifestante Richard Dalton, acrescentou que “estamos lidando com pessoas desesperadas, pessoas que não têm lugar para ir e que são deixados à mercê, ligando para abrigo após abrigo, e sendo rejeitadas, pois não há cama sobrando”. Segundo registros da Ocap, ao menos 32 desabrigados morreram em 2012. Neste ano, já foram registradas outras seis fatalidades.
A maior parte das mortes se deve ao frio. O grupo prevê piora nesses números, uma vez que o Orçamento de Toronto planeja retirar uma parcela das existentes camas nos abrigos. O custo por cada cama é estimado hoje em $75.96 por noite.
O Census 2006 revelou que aproximadamente 818 homens e mulheres dormiam nas ruas, enquanto outros 3.649 conseguiam passar a noite em um dos 66 abrigos na Grande Toronto. Uma pesquisa semelhante em 2009 mostrou que o número de pessoas abandonadas nas ruas havia caído para 400. Naquele ano, um programa governamental recebeu o investimento de $14.7 milhões para seus programas em favor dos desabrigados.
O dinheiro foi usado, entre outras coisas, para contratar 70 agentes sociais cuja principal missão era recrutar pessoas na rua para garantir que elas encontrassem um lugar seguro onde pudessem dormir.
Prefeito apoia construção de casino em Toronto
Na segunda semana de janeiro, o governo deu início a uma série de cinco reuniões que convidam a população a ouvir debates e tirar dúvidas quanto ao mais novo projeto apoiado por Rob Ford. O prefeito de Toronto vem discursando a favor da instalação de um casino na cidade, uma iniciativa que, segundo ele, só traria benefícios para a região.
O segundo dos cinco encontros ocorreu no Etobicoke Olympium Gymnasium no dia 14 de janeiro. Ford compareceu ao local com argumentos cheios de números positivos. "Eu tenho sido bem claro. Se conseguirmos criar 10 mil empregos ou mais com bons salários e sindicalizados, se isso nos trouxer uma receita de $200 milhões como tem sido estipulado, eu não vejo como podemos dizer não a isso".
A ideia veio da Ontario Lottery and Gaming Corporation e foi anunciada no ano passado. Desde então, a prefeitura vem procurando uma localização perfeita. Entre os pontos sugeridos, estão o downtown, Exhibition Place, Port Lands e Woodbine.
Um dos planos seria construir um resort com extenso complexo de entretenimento do qual o casino faria parte. É previsto que um projeto como este gere cerca de $27 milhões extras ao ano só em taxas pagas ao governo. Esse número cairia para $10 milhões se a idéia do resort fosse abandonada para focar apenas no casino.
"Podemos fazer mais dinheiro se a construção for em um terreno do governo. Mas se algum grupo privado oferecer uma área com os mesmos lucros para a prefeitura, também vamos considerar essa possibilidade. Se beneficia os pagadores de taxas, se nós podemos fazer dinheiro e gerar mais empregos bem pagos, então, sou a favor", reforça Rob Ford.
A coalizão Toronto Taxpayers também apoia a posição do prefeito. Segundo eles, o casino e a receita gerada pelas atividades associadas a esse negócio podem levantar até $400 milhões para financiar, por exemplo, "a construção de novas linhas de metrô sem aumentar sequer um centavo nas taxas cobradas da população, e isso significa que a cidade toda sai ganhando", alega Matthew McGuire, presidente do grupo.
Parte dos moradores de Toronto, no entanto, não está convencida de que o casino trará bons resultados. "É uma má ideia que tornará muito mais fácil gastar mais e mais dinheiro", diz Dennis Hassell, morador de Etobicoke. Ele foi umas das mais de 200 pessoas que compareceram à reunião no dia 14. Alicia Yeo também duvida que um plebiscito mostraria apoio da população. "Em 1997, 70% dos torontonianos votaram contra a criação de um casino e tenho certeza que essas mesmas pessoas ainda moram aqui".
Uma das principais preocupações é que abrir um casino na cidade seria má influência para jovens que veriam jogos de azar como uma rotina normal. Nas duas reuniões organizadas pelo governo, um dos pontos levantados é justamente que cerca de 0,2% da população em áreas com casinos apresentam sérios problemas com vício em apostas. Outro argumento do grupo contrário ao projeto é de que casinos apenas geram dinheiro para si, na medida em que concentram os lucros e enfraquecem o mercado local.




